Ah professora, vou sair do…

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É bem possível que agorinha mesmo um aluno esteja falando uma frase parecida ao seu professor. Para algumas crianças, começar um curso e acabar desistindo no meio do caminho é algo tão trivial quanto a hora do recreio. As desculpas são variadas, pode ser por causa da natação, do judô, dos estudos ou do clássico “tá chato”…

Não estou falando daqueles casos em que o orçamento familiar aperta e os pais são praticamente obrigados a tirar seus filhos dos cursos extras. Nós mesmas já passamos por isso e acredite, não é uma questão de escolha…
Eu estou me referindo à falta de comprometimento.

Como uma mãe pode esperar que seu filho seja responsável por suas escolhas no futuro se a sementinha da responsabilidade não for plantada agora?
É importante que a criança tenha em mente que a decisão de fazer parte de alguma atividade é um compromisso assumido com os colegas, com a escola, com o professor e com os próprios pais já que os gastos com matrículas, mensalidades e materiais não são nenhuma brincadeira.

Geralmente os alunos perdem o interesse porque seus amigos abandonaram as aulas ou porque o professor ficou mais exigente. É normal, também não é para virar um trauma. O problema está quando isso vira um padrão. Fazer novos amigos e passar por cima das dificuldades é algo que todos nós devemos aprender na vida, quanto mais cedo melhor!

Experimentar modalidades diferentes é super saudável, mas antes de sair comprando collants e sapatilhas vale a pena fazer algumas perguntas e estabelecer boas regras. Um bom exemplo seria propor um período de 6 meses a 1 ano de permanência, a criança vai ter que pensar muito bem antes de aceitar a aventura e, vamos combinar, crianças pensantes são do interesse de todos nós não é mesmo?

Bom dia!!!

Carol Prado

 

 

 

Mas, e a dança?

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prioridade na dança

Aproveitando que estamos no começo do ano e o assunto ainda está fresco, gostaria de falar sobre uma questão que vem me chamando muita atenção…

 Qual é o real valor da Dança no seu espetáculo?

Parece uma pergunta banal e retórica, porém, se você puder entender o meu ponto de vista no decorrer desse texto, vai encontrar o motivo para a minha pergunta.

O fato é que, no palco, cada vez mais a arte perde lugar para coisas irrelevantes.
Aqui vão alguns exemplos:

– “A maquiagem da sua coreografia precisa ser simples porque a Fulana dança 13 coreografias e não terá tempo de se maquiar! ”
Começa-se vetando uma maquiagem mais elaborada, depois um penteado, daqui a pouco vamos todos dançar jazz, ballet e contemporâneo com as mesmas sapatilhas!

– “Mandei fazer um cenário maravilhoso para o espetáculo desse ano!”
Cenário fixo pode ficar lindo para as coreografias de um Baby, que são mais simples,  mas será que vai combinar com aquele solo de contemporâneo cheio de poesia?

– “Vamos colocar um telão no nosso Espetáculo para deixar tudo mais lindo, qual será a imagem da sua coreografia? ”
Gente, telão nem sempre deixa tudo mais lindo! Das duas uma, se quiser que a imagem do fundo apareça, a coreografia ficará no escuro, se quiser que fotos boas sejam tiradas, a imagem no telão ficará indecifrável!

Falando nisso, chegamos à questão Fotografia… (aiai)

– “Vamos deixar a luz mais aberta, senão o Fotógrafo não consegue pegar uma foto boa! ”
É complicado opinar profundamente sobre essa questão já que não tenho conhecimento de causa. Mas… Devo priorizar a foto? Ou priorizar o meu professor que passou meses elaborando uma coreografia completa?

Um coreógrafo pensa não só na coreografia em si. Um bom coreógrafo pensa em figurino, cabelo, maquiagem, cenário e sim… Luz!!

Porque então o trabalho de um tem que acontecer em detrimento do outro?

– “Que tal colocarmos uma identificação nos bailarinos que pagaram antecipadamente pelas suas fotos?”
 Realllllly? Você consegue imaginar toda a magia de uma coreografia no palco estragada por pulseiras feias e coloridas em prol da “organização“? Você consegue se imaginar naquele figurino caríssimo arruinado por uma pulseira nonsense?
Há de existir outro meio para solucionar este problema…

Nós sabemos das adversidades existentes no planejamento de um espetáculo, mas o tema principal vai além de “Viagem ao Mundo” ou “Alice no País das Maravilhas”, isso e todo o resto deve ficar em segundo plano.
Se você não consegue enxergar que a Dança é a verdadeira estrela da sua apresentação, volte cinco casas e comece de novo…

Bom dia!!!

Thais Mello

A banalização do ballet

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ballet-infantil-capezio

O começo do ano sempre vem acompanhado de novos projetos, novas perspectivas e, em alguns casos, pela busca de novas escolas.

As decisões são baseadas na distância de casa, na facilidade dos horários e claro, no preço das mensalidades. No caso da dança não é diferente, mas além de tudo isso, é fundamental colocar nessa equação detalhes como a estrutura da escola e a qualidade dos profissionais que fazem parte dela.

Hoje o ballet está em todo lugar, na escolinha, na academia, no parque, na praça…mas quais desses lugares realmente oferecem um ambiente propício para a prática da dança?

Infelizmente é muito comum ver pequenas bailarinas estudando em espaços mal equipados e correndo perigo ao fazer seus primeiros saltos em um piso inadequado.
Uma boa estrutura é indispensável, ninguém espera que um judoca execute seus golpes sem um tatame e ninguém pretende ensinar natação sem uma piscina não é mesmo?

Existem projetos belíssimos que têm muito sucesso em despertar o amor pela dança e que por falta de investimentos não podem oferecer um local ideal aos seus pupilos de baixa renda.
Por esta razão, esses projetos têm um limite, eles promovem o interesse pelo ballet sem a pretensão de formar bailarinos.
Uma escola particular não tem essa mesma desculpa.

Pensar na dança como uma atividade extra não é necessariamente uma coisa ruim desde que os princípios sejam respeitados. O que não dá pra engolir é o habitual desfile de meninas sem coque, sem uniforme e sem sapatilhas desmoronando o necessário pilar da disciplina.

Ballet não é qualquer coisa e não pode ser ensinado de qualquer jeito, é importante conhecer onde seu filho irá estudar e com quem seu filho irá aprender seus (literalmente) primeiros passos.
O mercado está repleto de ótimos professores com anos de estudo e de prática na bagagem (o CREF ou o
 diploma da Faculdade de Dança têm seus méritos, mas não são os únicos meios de uma formação competente, apesar da arrogância de alguns conceitos).
É lógico que, como em qualquer lugar, também temos aqueles exemplares que mal aprenderam e já acham que sabem ensinar, portanto é sempre bom ser cuidadoso nesse quesito! 😉

No fim das contas, vejo com orgulho o interesse que as pessoas têm pela dança, só gostaria que mais pessoas como nós, bailarinos e artistas, pudessem cuidar com mais carinho e respeito dela!

Bom dia!!!

 

 Carol Prado.

 

 

 

 

 

Eu faltei porque…

Você com certeza já viu algum professor reclamar de alunos que faltam demais não ouviu? Pois é, esse também é um problema comum na dança…

Tá bom, tá bom, eu sei que vira e mexe ocorrem situações em que é impossível aparecer na aula, mas na maioria das vezes as faltas são completamente desnecessárias. As desculpas vão das mais esfarrapadas às mais elaboradas, tem para todos os gostos!

O que falta (trocadilho aconteceu sem querer! rs…) para esses fantasmas da sala de aula é comprometimento. Eles não têm a mínima noção de como acabam prejudicando o trabalho dos professores e a aprendizagem dos colegas, ainda mais durante uma montagem coreográfica.

Existem alunos que ficam semanas sem dar o ar da graça e que se sentem desmotivados porque não ganharam um papel de destaque em um conjunto ou a oportunidade de dançar um solo. A questão aqui é que esses alunos acham que devem “ganhar” porque não entendem o sentido de conquistar!

É lógico que muitas vezes o filho leva a bronca no lugar dos pais, ainda mais quando se trata de crianças.
Os pais deveriam se perguntar que espécie de valores passam para os seus filhos quando a viagem de família, o aniversário da colega e o passeio no shopping se tornam mais importantes do que a disciplina e a responsabilidade da sala de aula.

Pode parecer clichê, mas é verdade que a dança é uma escola para a vida. Somos pessoas melhores quando nos doamos para essa arte. É durante as horas e horas de aulas e ensaios que aprendemos sobre o respeito, dedicação, tenacidade, amizade entre outras coisas maravilhosas.

Para tirar o máximo proveito do que a dança tem para oferecer, da próxima vez que alguém quiser te convencer a faltar simplesmente diga:

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Bom dia!!!

 

Carol Prado.

 

 

Arte é trabalho sim!

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Certa vez em L.A, tive a infelicidade de conversar com uma vendedora que me disse que não gostava de artistas. Segundo ela, a cidade fervilhava de pessoas querendo cantar, atuar ou dançar ao invés de procurar um emprego decente.
Apesar do mal estar, quando ela me perguntou o motivo da nossa visita à Califórnia, eu disse que eu e minha irmã éramos bailarinas e que estávamos lá para estudar dança.
(Sim, porque artistas E-S-T-U-D-A-M!!)

É curioso pensar que essa vendedora muito provavelmente tenha uma música preferida, não perca um capítulo da sua série favorita e que antes de dormir leia um capítulo daquele livro que gosta tanto. Ela e outras tantas pessoas que adoram criticar as escolhas de um artista não percebem que seu próprio mundo é repleto de arte. Quanta hipocrisia né?

A Hipocrisia daqueles que dizem não gostar de arte

Viu? Até um hipócrita tem um lado artístico!

Uma estrela dos palcos ou dos cinemas chegou ao topo porque teve que abdicar numerosas coisas, se preparou muito e teve de fazer escolhas impossíveis para que a sua arte fosse finalmente levada à sério.

Um verdadeiro artista é um trabalhador incansável que apesar de ganhar pouco continua acreditando que viver sem arte não é viver…
Um verdadeiro artista é inteligente e sabe que tem que estudar (e não ocupar) para conquistar.

Um verdadeiro artista tem que estudar para conquistar!

Concordo com o cartaz, mas deitada você não vai conseguir nada filhinha!

Não é fácil viver de arte nesse mundo, ainda mais em um país como o Brasil onde vira e mexe ouvimos notícias de fraudes nas leis de incentivo à cultura e de bailarinos experientes ficando sem emprego por falta de patrocínios.

É uma tristeza perceber que hoje a arte mal paga as contas, quem dirá um curso, um figurino ou uma inscrição de festival?
Mesmo assim, o mundo não vive sem arte, então ser artista continua sendo uma opção, por mais desajeitada que seja.

Quer ser artista? Vá fundo, a  arte também é um trabalho, mas só para dizer que não avisei, além de se preparar para a vida nos palcos, saiba que é melhor fazer uma boa poupança para a vida nos dias de chuva…

Bom Dia!!!

Carol Prado.

 

 

 

 

Arte ou Esporte Olímpico?

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Podemos concordar sem sombra de dúvidas que a dança é uma arte certo? Então, a partir de que momento o virtuosismo técnico que beira o impossível se tornou tão importante?

É lógico que a destreza técnica faz parte do desenvolvimento da dança, se nos contentássemos em fazer exatamente o mesmo que os bailarinos de antigamente a dança estaria estagnada.
Sou fiel defensora da técnica e da evolução da nossa arte, mas só até ela ainda poder ser chamada como tal.

Hoje é cada vez mais comum vermos bailarinas com o mesmo teor sentimental de uma parede sendo tratadas como musas só por causa de seus giros impecáveis e de sua flexibilidade. É desconcertante pensar que para algumas pessoas a dança se resume à isso…Se seguirmos essa linha de pensamento, a dança deixa de ser arte e passa a ser um esporte.
Medalha de ouro para a Esmeralda que girou 10, medalha de prata para a Esmeralda que girou 8 e medalha de bronze para a Esmeralda que girou 2.
(Nisso pelo menos o esporte é mais justo porque no nosso mundo, a coitada da bailarina teria ido embora sem nada porque não atingiu a pontuação…)

Amo assistir à programas como So You Think You Can Dance, mas confesso que fico um pouco irritada quando eles começam a destacar performances com saltos mortais e duplos twists carpados. É dança ou é ginástica?

Se for ginástica, já podemos aposentar as sapatilhas desde já. Imagine se todas as fisicudas do GRD  resolvessem migrar para o ballet? Estaríamos perdidas..

Bom dia!!!

Carol Prado.

 

Se você estiver cansado, não desista, descanse…

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aristoteles

Quando apesar de inúmeras tentativas as coisas teimam em não dar certo, a gente acaba cansando. Aos poucos, a ideia de jogar tudo para o alto fica cada vez mais interessante…

Vale a pena insistir? Até quando?

É importante entender que por trás da insistência deve haver inteligência.
Se tentarmos sempre as mesmas coisas os resultados sempre serão os mesmos.
Às vezes a solução não está em tentar de novo, a solução pode estar em tentar pela primeira vez algo novo…

Ainda assim não deu certo? Paciência. Talvez você não tenha o perfil daquela companhia, talvez aquele boy magia não esteja interessado e aquela ideia perfeita que você tinha na cabeça talvez não seja tão perfeita assim… O mundo não vai acabar por causa disso!
Existem outros lugares que podem apreciar sua dança, outros para apreciar sua beleza e outras ideias para explorar.

Se você quiser parar com algo que está tomando um rumo diferente do que imaginou, você não estará desistindo, você estará DECIDINDO mudar de direção em busca de algo melhor.

Pode ter certeza de que por mais que a sua experiência não tenha sido como você imaginou, muitas coisas positivas foram criadas a partir dela. Se algumas amizades e uma certa experiência estão no seu saldo final, pode ter certeza de que já valeu a pena!

Não se despeça dos seus objetivos só porque o caminho até eles é mais complicado do que você pensava. Existem outras maneiras de alcançar seus sonhos, você só precisa encontra-las, assim estará pronto para recomeçar!

 

Bom dia!!!

 

Carol Prado.

 

 

 

 

 

 

Um mundo de diferença

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Walking direction on asphalt

Você já parou para pensar porque gosta mais de uma coisa do que de outra?

Muitas vezes fazemos nossas escolhas nos baseando em detalhes e por isso temos a impressão de que a nossa preferência ganhou por pouco. Na verdade, o que acontece é que, na maior parte das vezes, nós não somos capazes de enxergar que entre um detalhe e outro pode existir um mundo de diferença.

Foi só um errinho…
Uma bailarina sobe ao palco e durante um movimento importante ela quica enquanto ao seu lado, sua colega realiza o mesmo movimento com perfeição.
A “quicada” é uma particularidade que pode ser resultado de uma simples circunstância infeliz, mas o que você diria se eu revelasse que a colega “perfeita” ensaiou exaustivamente e que a bailarina “sem firmeza” mal treinou?

Estava um pouco mais barato…
Uma receita incrível, mesmo repetida ao pé da letra, vai ter o mesmo gosto se os ingredientes forem de uma qualidade inferior? Vai compensar gastar menos?

Só a dedicação foi diferente…
O evento de Fulana aconteceu de maneira desorganizada e acabou passando da hora. O evento de Cicrana, no entanto, foi estruturado e pontual.
Foi um mero detalhe de sorte que acabou diferenciando os dois eventos ou a preparação de um foi mais bem feita do que a do outro?

Só por causa disso…
Os produtos oferecidos são os mesmos e os preços são iguais, mas você prefere aquela loja porque você é bem atendido lá.
Ser tratado com carinho e respeito pode parecer só um detalhe mas não é! Por trás de cada sorriso, agradecimento e educação se esconde um trabalho bem feito. Do mesmo jeito que o dono da loja cuida bem de você ele cuida  bem do que ele lhe oferece.

Da próxima vez que você tiver que escolher entre uma coisa ou outra, avalie o tamanho da diferença. A linha é mesmo tão tênue?

Bom dia!!!

Carol Prado.

Ah…as inscrições para o 5º Talento Festival de Dança acabam essa semana!
Vai ser incrível!!!
Corre lá no site para saber mais: www.talentofestival.com.br

 

 

O que significa dançar para você?

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Com o passar dos anos e muitas experiências novas, tanto como bailarina quanto professora, essa pergunta começou a me pinicar igual etiqueta de roupa.
Aquilo que um dia foi puramente primitivo, instintivo, passou a ser acadêmico, a ser seletivo.

Tudo na vida evolui e a evolução é uma força inegável, porém, somos hoje capazes de olhar para trás e buscar o necessário para voltar a chamar a dança de “arte”?

Comecei a dançar com quatro anos e não foi porque minha mãe precisava me manter entretida, foi por minha escolha. Durante a minha formação como bailarina ouvi pessoas me dizendo que eu não poderia me tornar uma bailarina, que não possuía o biotipo necessário and all kinds of crap…
Um dia, durante uma aula, Fernanda Chamma me perguntou por que eu não me olhava no espelho enquanto dançava e eu respondi que não gostava da minha imagem.
Através das palavras que se seguiram à minha resposta, Fernanda me mostrou com carinho que na minha arte, minhas qualidades superavam meu biotipo e isso me mudou para sempre!

Hoje vejo pessoas clamando pelas coisas erradas, como se essas fossem mais intrínsecas à dança do que o talento, experiência,o amor pela barra e a simples necessidade de se mover.

Então o que realmente significa dançar?
É ter estudo acadêmico? É ter um corpo magro? É fazer piruetas sem fim e ser flexível? É ter cabelo comprido para fazer o coque perfeito?
Para mim, a dança continua primitiva… Instintiva!
Ela vem de uma necessidade fisiológica. Ela vem de maturidade, experiências, aceitações e trocas. Ela vem quando eu não posso gritar ou correr.
Entrar em contato com o seu próprio jeito de se movimentar é algo tão raro hoje em dia que para algumas pessoas ainda é mais fácil imitar o jeito do outro, se colocar sempre em comparação com o outro e assim deixar quase que enterrado aquilo que antes fazia bem.
Estudo é mais do que importante e faz parte da força da evolução. Disciplina e um corpo saudável evitam traumas e lesões. Mas nada e nenhum motivo podem levar um professor a dizer: Você não pode. Você nunca será…

Independentemente do que você acredita que te faça bem, lembre-se sempre que a troca de experiências, a humildade, o autoconhecimento e o aprendizado contínuo podem não te fazer um primeiro bailarino, mas te farão ser uma pessoa melhor.
Eu creio que pessoas melhores são capazes de tocar muito mais gente com a sua arte do que aquelas que se preocupam somente com a altura dos seus grand battements…

 

Bom dia!!!

Thais Mello.

Veja também: Arte ou Esporte Olímpico?

T.P.M.

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TTatá The Bird

Hoje, estima-se que entre 70 e 75% das mulheres no Brasil sofram desse mal.

Existem mais de 150 sintomas listados nesse período do caipiroto, esses sintomas são tão variados que hoje em dia são classificados em 5 tipos diferentes de TPM.
Um para aquela mulher que se sente mais deprimida, outro em que ela se sente mais gulosinha, outro em que ela vira o próprio caipiroto e por aí vai…

Resolvi falar da TPM porque esse assunto nunca foi abordado no blog, e também porque ela é uma grande inimiga para nós que vivemos da dança!

O nome correto dessa ‘feladamãe’ é Transtorno Disfórico Pré-Menstrual, ela nos visita mais ou menos uns 10 dias antes da menstruação e pode (ou não “/ ) ir embora aos primeiros dias de ciclo. Ela é causada pela alteração brusca de hormônios como o Estrógeno e a Progesterona e pode ser agravada com o consumo de álcool, cigarro ou café. Outros fatores que podem piorá-la são o sedentarismo (o que não é o nosso caso), alimentação não equilibrada e a falta de vitaminas como a B6 por exemplo.

Comigo, todo mês rola um sorteio aqui dentro para ver quais sintomas vão me perturbar mais, porém, o inchaço e a dor lombar estão sempre presentes!!!
Nesse período, olhar no espelho é sinônimo de depressão e: arabesque, pequenos saltos e bateria se tornam palavrões daqueles bem cabeludos!

Segundo o quiropraxista Jason Gilbert, a dor na lombar é uma das causas da TMP e não o contrário: “Quando nossa coluna está alinhada consegue proteger os nervos que mandam os sinais para o cérebro e todos os outros órgãos. Quando nossa coluna está com problemas, essas mensagens chegam a essas regiões de forma errada, ‘truncada’ e o funcionamento do organismo fica comprometido“… Será?

As indicações para o alívio dessa malacafenta são basicamente as mesmas: fazer exercícios e alongamentos, tomar muita água, ter uma dieta equilibrada, comer muitas folhas verdes além de evitar álcool, açúcares, cafeína e sal neste período. Em casos mais severos é recomendável a reposição de vitaminas e a indicação de anticoncepcionais, então é sempre bom procurar a ajuda de um ginecologista.

Hoje em dia existe uma campanha para a conscientização da Tensão Pré-Menstrual
Muitos patrões, professores, homens e às vezes até ‘azamigas abençoadas que não tem TPM’ acham que tudo isso é Mi Mi Mi, mas não é não!

No entanto, a TPM não pode ser uma desculpa infinita, procure o melhor tratamento para te ajudar a passar por ela ou ao menos aliviar alguns de seus sintomas, até porque, faltar sempre nos ensaios pré-festival e deixar todos os seus coleguinhas na mão também não é bacana! =D

Não se esqueçam de contar qual é o pior sintoma pra vocês!!

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Bom dia!!!

T.hais Mello P.rado da Silva M.ello