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Naquele momento, eu quis correr o quanto mais rápido como se assim eu pudesse de alguma forma alcançar com as minhas mãos o tempo… Quis correr o quanto mais longe para poder me encontrar distante dos próprios pensamentos.

Eu quis fugir da minha dor, quis sentir outro tipo de dor e cansaço. Mas logo a corrida terminaria, eu não alcançaria o tempo, eu não me levaria pra longe de mim mesma e por fim… O medo me paralisava em minha própria cama.

Então eu quis sair daquela cova e tirar toda a minha roupa, como se as roupas fossem todas as minhas cicatrizes… E quis dançar!

Dançar a dor para poder suar o choro.

Dançar em meio ao caos naquela noite, não foi uma opção e sim uma urgência. Urgência de poder falar com o corpo aquilo que meus lábios não souberam proferir.

Nos meus sonhos, a dança não pode ferir os meus joelhos e na minha dança, você não pode ferir a minha alma.

Se eu não puder viver esse amor, e nem puder dele correr… Eu sei que posso ao menos dançá-lo!

Thais Mello

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