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Nem todo poema fala de amor…

No meu caso, as palavras escorrem pelas minhas mãos quando o meu estado de espírito fala mais alto e com a mesma certeza de que a Terra é redonda!

Há um ano, durante a montagem do espetáculo “As duas faces do Ego” de João Pirahy, fiz esse poema como um estudo sobre o tema. Hoje notei como fui maldosa com o tal “ego”, será que ele é tão vilão assim?? Me contem depois o que acham disso.

Um relance sobre o Ego

Afinal do que somos feitos,
carne, ossos, pêlos, conceitos?


Que matéria é essa que só existe em minha mente?
Se daqui nada sobra e nem interessa.
O prazer está na cabeça,
na alma eloquente.
Que busca um brilho ou algum polimento…
Mas que como tudo, um dia sumirá na terra.
Essa que consumirá minha carne já fétida e o osso aparente!

Nada sou do que várias personagens de mim mesma.
E um dia me vesti de você e seu ego fomentado.
O que talvez não tivesse nada errado,
mas a falta de reciprocidade.
Quis tanto me ver nos olhos teus!
Procurava por verdade.
E o que por direito era meu,
levaste embora com seu ego machucado.

Hoje, decidi ser eu mesma.
Sair disso tudo e não me entregar mais.
Mas outras assim como eu virão,
talvez iludidas com promessas
do que nunca satisfaz.

Me pergunto:

Como se livrar de algo,
se essa prosa nem ao menos é real?
Procuro por eu mesma num outro mundo.
Por algo que a mim, seja leal.

Nunca deixará seu ego de lado.
Mesmo que tente.
Na sombra de um sonho infundado
ou num desvairo assombrado,
ele se fará presente!

Seu id, meu ego,
um Superego fugaz.
Prefiro nele não mais pensar.
Sou produto da minha mente,
meu corpo vaga demente…

Tanto faz!

Thais Mello

18/02/2012

Quem tem mais ego do que personalidade, também tem mais imagem do que essência.

Diogo Vieira Protti

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