Tags

jorgepena
Em um pequeno povoado chamado Zapala, na província de Neuquén na Argentina, nascia no dia 17 de junho de 1952, um bebê de 2,900 kg chamado Jorge…

Filho de Alicia Esther Alcaraz e Leonardo Alberto Peña e o maior de 4 filhos, Jorge Peña desde pequeno já mostrava seus dotes artísticos brincando com as cortinas da sala da sua tia, se fazendo de Faraó e seus irmãos seguindo como súditos! Ingressou seus estudos na arte, estudando piano com a Maestra Barreiro e violino com seu maestro e padrinho Edmundo Piemonte.

Em toda sua adolescência Jorge sempre esteve rodeado de amigos e mais tarde, em pleno regime militar na Argentina, migrou para Mendoza para estudar Turismo e Jornalismo. E foi nesta época, bem no meio de uma confusão, que ele se encontrou com a dança…

Nesta época, muitos estudantes foram perseguidos e espancados pela polícia, alguns até desapareceram, mas isso nunca impediu Jorge e seus amigos de saírem e pregarem peças. Certa vez, tentando escapar da polícia, eles entraram em um salão de Danças dentro da Universidade de Cuyo, e a professora Maria Teresa Carrizo lhes disse para que colocassem as malhas e dançassem e foi ali naquele momento, que sua vida mudou. Encontrando na Dança, a liberdade que seu próprio país não lhe proporcionava!!

Em 1975, terminou seus estudos e foi à Bahia Blanca para se juntar ao Ballet del Sur e depois em 1983, veio ao Brasil com seu amigo Juan Suarez, para uma montagem do Balé Les Sylphides, à convite do Maestro Ricardo Ordóñez.

Entrou na Academia de Ilara e Maira Lopes que se tornaram sua família, se fazendo um laço que hoje mesmo espiritual, ainda existe. Segundo conta Patrícia Alquezar, Jorge no começo era muito sério, mas não demorou muito a mostrar seu lado doce e divertido!

No seu começo no Brasil, Jorge trabalhou até como coreógrafo em uma casa noturna e seguiu sempre se dedicando a dança, dando cursos, seminários, formando parte de corpo de jurados em distintos festivais. Foi Maestro em diversos centros importantes de dança como Mavi Chiachietto, Especial Academia, Raça Cia de Dança entre outros tocando muitos alunos em nosso país.

Ensinar o manteve próximo do palco, das luzes e dos aplausos até o final. Seus alunos, sempre tiveram muito carinho e respeito sabendo que ele foi um professor duro em sua essência, mas de um coração extremamente nobre e sincero.

Jorge Peña com toda certeza plantou sua semente em cada um de nós e é nossa obrigação manter tanto a sua obra, quanto seu amor pela dança vivos através do tempo!
400217_139821069468323_763857164_n

Colaboradora Thatiana Cerqueira (Tati Xevers)
Texto Kary Fensel
Tradução Thais Mello

 

Anúncios