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Empty stage with spotlight, beam of light
Correria, ensaios exaustivos, taxas abusivas, a corrida de última hora pra perder 50 quilos e parecer magra naquele Tutu rosa bebê que ninguém merece… Enfim, a maioria dos bailarinos se encontra hoje dançando nos espetáculos de fim de ano e é preciso falar sobre algumas questões pertinentes.

Fora toda a beleza de passar todo o ano se esforçando, suando, sentindo dores, faltando em festas e economizando para poder sentir o gostinho de subir em um palco por alguns míseros minutos (que sempre fazem tudo valer a pena, diga-se de passagem), existe também o lado “negro” da coisa.

Esse post tem como objetivo propor uma reflexão sobre os comportamentos errados de uma galerinha que parece achar que nasceu com uma sapatilha de ouro, um colo de pé à la Alessandra Ferri  e que pensa que saiu da barriga da mamãe fazendo Grand Jeté pelos corredores do hospital. Estes geralmente são aqueles bailarinos que olham com indiferença o próprio colega, só porque ele tem mais dificuldades, mais peso ou menos dinheiro.
Donas de escolas e professores também não fogem desse perfil. Gritar com alunos ou funcionários na frente dos outros só porque as coisas não estão andando conforme o planejado? Tisc tisc tisc…
Chilique em público é uma coisa que não cai bem a ninguém!!

Por mais que seja o SEU espetáculo de fim de ano, SEU momento de brilhar e o resultado do SEU esforço, lembre-se que isso não te dá o direito de tratar mal qualquer pessoa que cruze o seu caminho.
Gente, gente, é só um espetáculo! Para que se faça jus à essa palavra, ele deve ser bonito e correr com tranquilidade, sem olhares invejosos, sem showzinhos de gente mimada! Independente do que aconteça, o show deve continuar.

Para um artista verdadeiro, o palco é um lugar sagrado e para que seus pés corram com leveza nele, é preciso que sua alma seja leve também! A arte é generosa e só é artista e brilha, aquele que é capaz de doar o próprio Ego!

Sabe aquela frase do Misha que todo mundo acha um máximo?

 Não tento dançar melhor do que ninguém. Tento apenas dançar melhor do que eu mesmo!

Então, é mais fácil levar ela na camiseta do que carregar ela no peito… Pense nisso!

Bom dia!!!

Thais Mello

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