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Estive observando minhas alunas outro dia e me peguei pensando nas diferenças entre uma e outra, e aqui não estou me referindo às diferenças físicas, e sim das diferenças de personalidade…

O famoso “eu não consigo” uma hora ou outra sai da boca de todas elas, mas para umas isso é só um desabafo enquanto que para outras, isso se torna um bloqueio ou uma desculpa. Ser capaz de escolher o persistir ao invés do desistir não faz do aluno somente um melhor bailarino, faz dele uma pessoa melhor que vai ser capaz de superar os obstáculos da vida com uma atitude mais positiva.

É raro ver um aluno com dificuldade prestar atenção nas correções feitas para outro colega, ir até o canto da sala treinar, chegar mais cedo para lembrar as sequências da aula anterior ou ir embora mais tarde para tirar dúvidas. Não, o que mais se vê hoje em dia são alunos que querem chegar na apresentação do fim do ano virando 32 fouettés, mas que não tem paciência para trabalhar um simples passé en dehors na barra.

O bom professor trabalha para tentar mudar a postura do aluno em sala de aula, mas o resultado só acontece se houver a contribuição das duas partes.
A minha própria persistência é testada ao dar aula para quem não quer fazer, não dá para mudar a cabeça de quem esqueceu a cabeça em casa!

Não estou aqui dizendo que eu era uma dessas que nunca se frustrou com uma pirueta e que nunca teve vontade de sair correndo da aula. Já chorei, me desesperei e quis desistir, mas eu aprendi. Consegui enxergar o potencial que os outros viam em mim e passei a me divertir cada vez mais porque quando há esforço, por incrível que possa parecer para algumas de minhas alunas, o resultado aparece!

É preciso gostar de aprender!

Bom dia!!!

Carol Prado.

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