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sujo e mal lavado2

Há alguns posts, eu contei aqui sobre o meu processo de ida para o Jiu Jitsu. Um dia, passeando por um fórum de atletas da academia, alguém denunciou um post machista de um professor do Rio de Janeiro. Além dele dizer que não aceitava mulheres em seu tatame, ele também disse algo do tipo: “Quer rolar com mulher, leve-a para uma cama redonda onde é seu lugar!”.
A indignação com esse energúmeno foi geral e com absoluta razão, mas eu, que só acredito no que vejo, entrei em sua página para averiguar a história. Pois é, o que encontrei conseguiu me deixar ainda mais triste.

Fora todos os argumentos revoltosos usados para descreditar o “fofo”, havia uma mocinha deveras destemperada pela ofensa ao seu gênero. Ela falava sobre o feminismo, sobre direitos, sobre o que era certo e errado e blá blá blá blá blá blaaaammmmmmmmmmmmm…
De repente, eu senti o leitinho do Nescau azedar na minha garganta quando ela, “brilhantemente” encerrou seus argumentos com a frase: “Se eu quisesse facilidade, eu faria Balé!” … Como é que é mocinha????

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Poxa minha gente… POXA! Então devemos combater preconceito sendo ainda mais preconceituosos?

Na mesma semana, alguma outra criatura do fundo do Tietê criou a mais nova camiseta sensação fitness com os dizeres: “Tá pesado? Faz Balé!” Não acredita?? Veja aqui.
Convido o verme do professor do Rio, a mocinha revoltada, os lutadores ou marombeiros imbuídos de preconceito, a colocar uma sapatilha de ponta. Aceitem o desafio de fazer uma aula completa de ballet com barras, centros e diagonais sem abrir a boca para reclamar, sem pausa para descanso e com um sorriso no rosto. Porque independentemente das dores e do cansaço, é isso o que nós fazemos todos os dias!

Dica dazamiga: Antes de dar sua opinião sobre qualquer assunto, meça seu grau de hipocrisia “parça”!

 

Bom dia!!!

Thais Mello

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