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O começo do ano sempre vem acompanhado de novos projetos, novas perspectivas e, em alguns casos, pela busca de novas escolas.

As decisões são baseadas na distância de casa, na facilidade dos horários e claro, no preço das mensalidades. No caso da dança não é diferente, mas além de tudo isso, é fundamental colocar nessa equação detalhes como a estrutura da escola e a qualidade dos profissionais que fazem parte dela.

Hoje o ballet está em todo lugar, na escolinha, na academia, no parque, na praça…mas quais desses lugares realmente oferecem um ambiente propício para a prática da dança?

Infelizmente é muito comum ver pequenas bailarinas estudando em espaços mal equipados e correndo perigo ao fazer seus primeiros saltos em um piso inadequado.
Uma boa estrutura é indispensável, ninguém espera que um judoca execute seus golpes sem um tatame e ninguém pretende ensinar natação sem uma piscina não é mesmo?

Existem projetos belíssimos que têm muito sucesso em despertar o amor pela dança e que por falta de investimentos não podem oferecer um local ideal aos seus pupilos de baixa renda.
Por esta razão, esses projetos têm um limite, eles promovem o interesse pelo ballet sem a pretensão de formar bailarinos.
Uma escola particular não tem essa mesma desculpa.

Pensar na dança como uma atividade extra não é necessariamente uma coisa ruim desde que os princípios sejam respeitados. O que não dá pra engolir é o habitual desfile de meninas sem coque, sem uniforme e sem sapatilhas desmoronando o necessário pilar da disciplina.

Ballet não é qualquer coisa e não pode ser ensinado de qualquer jeito, é importante conhecer onde seu filho irá estudar e com quem seu filho irá aprender seus (literalmente) primeiros passos.
O mercado está repleto de ótimos professores com anos de estudo e de prática na bagagem (o CREF ou o
 diploma da Faculdade de Dança têm seus méritos, mas não são os únicos meios de uma formação competente, apesar da arrogância de alguns conceitos).
É lógico que, como em qualquer lugar, também temos aqueles exemplares que mal aprenderam e já acham que sabem ensinar, portanto é sempre bom ser cuidadoso nesse quesito! 😉

No fim das contas, vejo com orgulho o interesse que as pessoas têm pela dança, só gostaria que mais pessoas como nós, bailarinos e artistas, pudessem cuidar com mais carinho e respeito dela!

Bom dia!!!

 

 Carol Prado.

 

 

 

 

 

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