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É bem possível que agorinha mesmo um aluno esteja falando uma frase parecida ao seu professor. Para algumas crianças, começar um curso e acabar desistindo no meio do caminho é algo tão trivial quanto a hora do recreio. As desculpas são variadas, pode ser por causa da natação, do judô, dos estudos ou do clássico “tá chato”…

Não estou falando daqueles casos em que o orçamento familiar aperta e os pais são praticamente obrigados a tirar seus filhos dos cursos extras. Nós mesmas já passamos por isso e acredite, não é uma questão de escolha…
Eu estou me referindo à falta de comprometimento.

Como uma mãe pode esperar que seu filho seja responsável por suas escolhas no futuro se a sementinha da responsabilidade não for plantada agora?
É importante que a criança tenha em mente que a decisão de fazer parte de alguma atividade é um compromisso assumido com os colegas, com a escola, com o professor e com os próprios pais já que os gastos com matrículas, mensalidades e materiais não são nenhuma brincadeira.

Geralmente os alunos perdem o interesse porque seus amigos abandonaram as aulas ou porque o professor ficou mais exigente. É normal, também não é para virar um trauma. O problema está quando isso vira um padrão. Fazer novos amigos e passar por cima das dificuldades é algo que todos nós devemos aprender na vida, quanto mais cedo melhor!

Experimentar modalidades diferentes é super saudável, mas antes de sair comprando collants e sapatilhas vale a pena fazer algumas perguntas e estabelecer boas regras. Um bom exemplo seria propor um período de 6 meses a 1 ano de permanência, a criança vai ter que pensar muito bem antes de aceitar a aventura e, vamos combinar, crianças pensantes são do interesse de todos nós não é mesmo?

Bom dia!!!

Carol Prado

 

 

 

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